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CONVERSA DE BOTEQUIM: Pingos de chuva, “pinga ni nóis”, pinga-pinga por aí…

CONVERSA DE BOTEQUIM: Pingos de chuva, “pinga ni nóis”, pinga-pinga por aí…
20 novembro
17:28 2013

CONVERSA DE BOTEQUIM

 ZÉ GALDINO E UBALDO

Pingos de chuva, “pinga ni nóis”, pinga-pinga por aí…

 

conversa-de-botequim-300x78Dias de calor em Nanuque, pancadas de chuva, porradas da classe política na cara da gente… E lá estão nossos filósofos de copo a pousar seus fundilhos nalguma mesa de bar, sem pose pra câmeras digitais, a falar disso, daquilo e mais dalguma coisa…

 

- Zé, tudo bom?

- Tudo quase bom, Ubaldo. Só tô aqui matutando qual é a macumba que tem nessa Prefeitura…

- Qual delas?

- A da síndrome da vontade da necessidade impositiva de o prefeito ter de pintar o cabelo pra disfarçar os fios prateados, acinzentados, agrisalhados e etc e tal…

- Quaquaqua…

- Sério, Ubaldo. As más línguas, ah, nem tão más assim, diziam que o anterior, o Nide, gastava um vidro de loção por semana pra deixar as madeixas novinhas, retumbantes, rebrilhantes. Dizem que o sujeito não saía de casa sem antes dar um retoque nos fios, olhar no espelho e bater no peito e dizer “espelho, espelho meu, existe um cara mais gato do que eu?” Hehehe…

- Ué, Zé, outro que foi vice e depois virou prefeito, o Antonio Louzi, também é viciadinho na tal da loção. Deixou o cargo em 1982, mas não abandonou o fardo de ter que pintar a cabeleira estilo Rei Leão…

- Pois é… Ia até esquecendo de pedir uma. Garçooom!!! Manda duas pingona’ e uma cerveja regaçando de gelada aqui pra nós!!!

- Valeu, Ubaldo…

- Pois é… mas, voltando ao assunto, esse pessoal que pinta a juba tem preferência de cor, Zé?

- Olha, no passado, só dava o pretão, mas agora tem cor pra tudo que é gosto e vaidade, como acaju, vermelho, ruivo, meio esverdeado e até a famosa “cor de bufa” ou “cor de peido”, tanto faz… hehehe…

- Zé, Ramon entrou nessa mesmo?

- Minha vizinha, que é fã dele, disse que sim. Disse que o cara tá numa pintação de cabelo danada.

- Mas não tem nem um ano ainda de poder, a cabeleira já tá descolorando? Rapaz, esse negócio de poder é de doer, é? Tem gente que pira, gente que endoida, gente que toma remédio controlado, gente que bebe, gente que esmurra mesa, gente que fica estúpido, gente que arranja uns amorzin’ por fora pra relaxar, gente que faz isso, gente que faz aquilo e, no meio disso tudo, a galera desgraça a pintar os cabelos… Poder é vaidade, hem…

- Por falar em poder, você viu a lista do povo que a promotora recomendou pra demitir?

- Vi por alto, Zé… Mas eu vi que ali tem gente que realmente só coça o saco, né? Claro, coça outras partes também, né… Quaquaqua… Mas no meio tem gente que trabalha, que pega pesado, que não merecia estar ali. O que você achou da lista?

- Não achei nada, só tenho certeza que a intenção da promotora é botar ordem e regularizar esse negócio de folha de pagamento. Mas acho que até o Ramon new hair’s look entendeu e já começou a fazer algumas mudanças no tabuleiro.

- E a contratação do negão?

- Pois é… Vamos aguardar.

- Zé, será que essa mania de tingir cabelo é só de prefeito ou os assessores também entram na onda?

- Pois é, a moda vem de cima, né…

- Vixe… Essas farmácias e lojas de cosméticos estão vendendo essas tinturas cada vez mais. O presidente da Câmara, o Rivaldo, até agora eu não vi de cabelo pintado não, e a barbinha já começa a esbranquiçar… Já o Kaburé, esse é cabra retado porreta, pinta cabelo, bigode, cavanhaque, costeleta e sei lá mais o quê…

- Hehehe…

- Zé, cansei de ficar falando de cabelo. Vamos falar de sexo, daqueles locais maravilhosos onde no passado era moda aparecer tudo cabeludo e hoje a estética é tudo lisinho… Rapaz, lembro de uma revista Playboy com a Sônia Braga, assim que ela fez “A Dama do Lotação”, as fotos mostravam as mulheres com excesso de cabelo lá nas grutas pudentas, hoje é bem diferente.

- Lá vem você, Ubaldo, com a mania de ser o entendedor de sexo, o sexólogo de plantão, o aconselhador de almas penadas e depenadas, tá parecendo com alguém que conheço… Hehehe…

- Zé, me responda com sinceridade: você acha legal, entre o casal, a mulher ou o homem, um cagar na frente do outro? De repente, um tá tomando banho, arrumando o cabelo, escovando os dentes ou passando perfume ou se maquiando, e o outro tá bem do lado, sentadão, batendo aquele barro…?

- Ubaldo… Hehehe… Olha, esse pergunta é muito didática… Hehehe… O ato de escorregar o moreno no piscinão é nobre, biológico, fisiológico, escatológico, tem uma certa lógica porque a gente come e bebe e precisa devolver à natureza essas obras feitas em cerâmica, mole ou dura, dependendo do nível de ressecamento ou de diarreia… Mas, fazer perto do cônjuge… Hehehe… Nome massa, né? Cônjuge… Fazer perto do companheiro não pega bem, é parecido com soltar peido dentro do quarto com ar-condicionado ligado… Eita ferro…

- Garçooom!!! Traz mais uma cervejota!!!

- Beleza, Ubaldo…

- Pois é, eu tava lendo numa dessas revistas de sexo que o lance de cagar perto do parceiro é um dos seis vilões do casamento na atualidade.

- E os outros cinco?

- Olha aqui, tô com a revista, vou ler pra você. É o seguinte: “A vida do casal depois da lua-de-mel não é feita só de romance. A rotina revela vilões que muitas vezes colocam o encanto e o amor em perigo. Os jantares em restaurantes descolados dão lugar ao lanche rápido no balcão da cozinha, e o tempo compartilhado ao final do dia, quem diria, agora é usado para jogar videogame e atualizar o Facebook…”

- Ah, para de ler e me fala os nomes dos vilões aí, cara…

- O primeiro deles são as tarefas domésticas, um monte de coisa pra fazer que não acaba nunca. Isso acaba qualquer tesão. Vou ler: “As mulheres tendem a pegar mais coisas para fazer, porém com o tempo começam a se ressentir e reclamar”.

- Verdade…

- Segundo vilão: as crianças.

- É… pode ser…

- Terceiro: televisão, computador e videogame

- Esse vilão aí é desgraçado mesmo.

- Quarto: descuido com o corpo.

- Vixe! Essa pega a gente de frente, né? Perna afina, barriga cresce, tudo desce, nada apetece, tesão estremece, encanto desfalece, a aranha nem tece, a letra “i” vira “esse”, o trem amolece e tudo de ruim acontece…

- Poxa, Zé, você virou um repentista do cacete de uma hora pra outra…

- Obrigado, Ubaldo… Repentista, tudo bem, quanto ao tipo de repentista, sei não, sei não… Hehehe…

- Quaquaqua… Uai, Zé, cadê a autoestima?

- Bonito nome, né, Ubaldo… Autoestima… Mas, e o quinto vilão?

- O quinto são as intimidades demais, como falei no início, de sentar no trono e despejar os trocinhos pra nadar naquela aguinha do vaso…

- Ok, finalmente, qual é o sexto vilão do casório?

- Ah, o sexto é a rotina, que gera cansaço. Vou ler pra você: “É natural que o cansaço do dia a dia desestimule a interação entre os pares. Porém, desfrutar dos momentos juntos é fundamental para manter a saúde da união. Jantar separados ou na frente da televisão desperdiça um horário de troca precioso. Claro, a vida não é uma festa, todo mundo pode ter um dia ruim no trabalho ou estresse no trânsito. Assim, saber como administrar isso e, principalmente, não descontar o nervosismo no outro, é prática dos casais felizes. As brigas não devem se tornar constantes e permanentes, esperando que o dia a dia fique mais fácil ou com menos cobranças. “O casal maduro tem uma lógica equilibrada e adequada. Às vezes precisamos dispensar algumas discussões e viver mais a relação”, avalia a tal da Lidia, uma psicóloga aqui…

- Chega desse papo, Ubaldo! Vamos voltar à política. Você ficou sabendo que aquele vereador… Aquele… Pois é, ele andou dizendo lá naquele bairro – naquele… – ele a partir de agora vai ser oposição ao prefeito, mas que tem jeito de reconciliar. Basta que o prefeito faça umas duas obrinhas pra ficar tudo bem.

- Mas, Zé, você não acha que… (blablabla)

 

E o papo rola até mais tarde sempre ali, na mesa do boteco, entre garrafas e copos, olhando bundas sacolejantes na sequência libidinosa do dia a dia e da noite a noite de Nanuque…

 

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