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PALAVRA DO EDITOR: REELEIÇÃO DE PREFEITO – NANUQUE NÃO TEM HISTÓRICO DE MANTER NO PODER QUEM ESTÁ NO CARGO

PALAVRA DO EDITOR: REELEIÇÃO DE PREFEITO – NANUQUE NÃO TEM HISTÓRICO DE MANTER NO PODER QUEM ESTÁ NO CARGO
05 junho
11:22 2016
Ademir Jr.

Ademir Jr.

Reeleger prefeito que está no mandato não tem sido regra nas eleições de Nanuque. O eleitor, em sua absoluta maioria, sempre faz opção pela alternância de poder, mesmo que tenha de reconduzir ao cargo, anos depois, alguém que já tenha governado no passado.

O Município vai completar 68 anos de emancipação em dezembro próximo e, até agora, apenas um caso de reeleição aconteceu: o do médico Armando Rodrigues Gomes, que foi eleito vice-prefeito em 2000 e, com a cassação do titular Jorge Luiz Miranda, ele assumiu o cargo dia 30 de março de 2003, governou por um ano e oito meses e concorreu na disputada eleição de 2004, conquistando vitória nas urnas sobre dois outros ex-prefeitos: Teodoro Saraiva Neto, que ficou em segundo lugar, e Nide Alves de Brito, terceiro colocado.

REELEIÇÃO PODE SER ATO DE COMODISMO OU COVARDIA

reeleiçao nanuque“Nunca ande pelo caminho traçado, pois ele conduz somente até onde os outros foram”. O ensinamento é do escocês Alexander Graham Bell, considerado o inventor do telefone, que faleceu há quase 100 anos. A frase sintetiza parte do que sacudiu Nanuque em experiências anteriores.

Estudiosos da Ciência Política concordam que, para a saúde democrática e renovação do espírito público, não convém reeleger político no exercício do mandato. Política não é profissão, mandato político é exercício transitório. Renovar é preciso.

Muitos atribuem à reeleição política a responsabilidade por atos de cabide de emprego, falta de entusiasmo, falta de novas cabeças pensantes, e formação de esquemas de corrupção e vícios do poder. Há quem diga, categoricamente, que em um primeiro mandato a preocupação do eleito é se firmar no poder para garantir o mandato seguinte; e, quando consegue, passa o segundo mandato inteiro sugando e se aproveitando de tudo o que pensou que deixara de fazer no primeiro.

O ex-prefeito Nide, que se elegeu pela primeira vez 40 anos atrás, já governou por três mandatos, mas nunca se reelegeu no exercício do poder. Em resumo, Nide administrou Nanuque por 14 anos (um mandato de seis anos e dois de quatro), coincidindo exatamente com o declínio socioeconômico da cidade.

RUBÃO: APENAS UM EXEMPLO

Claro que o instituto da reeleição de prefeito é algo relativamente novo na conjuntura política do País, passando a vigorar somente no final do século passado, mas desde 1948 a alternância de poder tem marcado o jogo eleitoral em Nanuque. O exemplo mais marcante aconteceu com Rubem Messias Barbosa – o Rubão. Eleito com 11.288 votos em 1996, no auge do PSDB, que tinha Fernando Henrique Cardoso na Presidência da República, ele encarou a reeleição em 2000 e não passou de um modesto terceiro lugar, com 4.277 votos, aproximadamente um terço (37,88%) do total obtido quatro anos atrás.

Nide, eleito em 2008 com o apoio do grupo político de Armando Gomes e vários partidos aliados, quando teve a oportunidade de incluir reeleição em sua biografia, fora acusado de má conduta ética e desligado do seu partido na época, o PPS, e não conseguiu legenda no PMDB, onde se filiou às pressas para tentar concorrer.

rejeiçao imagemUm fantasma que incomoda os detentores do poder em pleno mandato é o sentimento de rejeição manifestado pelos eleitores, fato sempre mostrado nas pesquisas de opinião pública que antecedem as campanhas.

Faltando menos de quatro meses para mais uma eleição, outro ensinamento é oportuno – o da escritora Olivia Hoblitzelles: “A cada instante temos a liberdade de escolher, e toda escolha determina o sentido de nossas vidas”. Vale lembrar que os eleitos este ano não poderão disputar a recondução consecutiva no cargo.

 

Prof. Ademir Rodrigues de Oliveira Junior

 

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