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PALAVRA DO EDITOR: ROBERTO TEM A OBRIGAÇÃO DE AFUGENTAR A PRAGA DO “NIDISMO”  

PALAVRA DO EDITOR: ROBERTO TEM A OBRIGAÇÃO DE AFUGENTAR A PRAGA DO “NIDISMO”   
13 outubro
09:38 2016
Prof. Ademir Jr.

Prof. Ademir Jr.

Não votei em Roberto de Jesus para prefeito de Nanuque, mas recebi com alento e até com expectativas positivas o resultado das eleições do dia 2 de outubro. Agnóstico que sou, não costumo entremear Deus ou deuses a placares de disputas políticas; penso que o tal do livre-arbítrio aplica-se perfeitamente a processos eleitorais, e que o resultado das urnas nasce de quereres demasiadamente humanos. Mas não afasto a possibilidade de algum empurrãozinho divino sobre o que aconteceu naquele domingo, quando o advogado Roberto de Jesus, à frente do pequeno partido PSDC, derrubou um duvidoso favoritismo do também advogado Nide Alves de Brito, escorado em uma coligação de oito legendas, entre elas o PMDB, partido do presidente da República e maior legenda do País em número de filiados e prefeitos, além de PTB, PR, DEM, PV, PPL, PC do B e PSD.

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Roberto: missão de extinguir “nidismo”

Roberto será empossado daqui a pouco mais de dois meses. Não sei qual a situação da Prefeitura de Nanuque no tocante à saúde financeira e organização interna; o próprio Roberto saberá antes mesmo de assumir o comando, durante o chamado período de transição, quando o futuro gestor tem acesso a setores internos de uma estrutura administrativa.

De qualquer forma, de um jeito ou de outro, seja diante de abacaxis pra descascar ou na tranquilidade de quem vai operar uma máquina ajustadinha, funcionando normalmente, Roberto tem uma grande obrigação pela frente: espantar, afugentar, extinguir de vez o fantasma ou a praga do “nidismo” em nosso Município.

O termo refere-se, obviamente, ao estilo de governar do ex-prefeito que em 1976, ou 40 anos atrás, assumiu o cargo pela primeira vez, administrando até 1982; depois, eleito para o mandato 1989-1992 e, por fim, na terceira gestão, entre 2009 e 2012.

O “nidismo” caracteriza-se por um estilo de administração pública municipal que tão-somente busca ostentar a realização de obras de calçamento de ruas, construção de praças e pequenas intervenções em prédios escolares e da rede pública de saúde, em detrimento de iniciativas capazes de promover o crescimento socioeconômico, sem investimentos e sem iniciativas nas áreas de geração de emprego e renda, cultura e lazer, habitação, turismo, agricultura e outras.

Somando-se os três mandatos de Nide, foram 14 anos de prostração, considerando-se que o primeiro teve duração de seis anos. Exatamente sob as diretrizes do “nidismo”, a cidade registrou decréscimo populacional, fechamento de empresas, desvalorização de imóveis e a perda da condição de polo econômico regional que abarcava partes do nordeste de MG, do norte do ES e do extremo sul da BA.

Pelo menos, alguns ingredientes abundam na concepção de gestão pública do prefeito eleito: conhecimento da legislação pertinente (Lei de Responsabilidade Fiscal e dispositivos constitucionais), experiência técnica como assessor de várias prefeituras e, é claro, o sentimento de um nanuquense de 48 anos que, em sua trajetória política desde adolescência, sempre apregoou a necessidade de um novo modelo de governança para a cidade.

vade-retro-satanas-hoodies-sweatshirts-mens-prrrrremium-hoodieCom essa estrutura de gestão afinada, restará o uso de um praguicida de eficácia fulminante. Somente assim, o seu sucessor poderá dar continuidade a uma Nanuque de novo andando pra frente, como era em décadas passadas. Caso contrário, um conhecido fantasma, que em 2020 estará carregando nos ombros o peso de 75 anos de idade, permanecerá amedrontando.

Enfim, agnósticos também costumam bater três vezes na madeira.

 

ADEMIR RODRIGUES DE OLIVEIRA JUNIOR

 

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