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PALAVRA DO EDITOR: RESULTADO DE ELEIÇÃO COSTUMA DAR AQUELA SENSAÇÃO DE FICAR ALGUM TEMPO PARADO NO AR

PALAVRA DO EDITOR: RESULTADO DE ELEIÇÃO COSTUMA DAR AQUELA SENSAÇÃO DE FICAR ALGUM TEMPO PARADO NO AR
18 outubro
17:44 2016
Prof. Ademir Jr.

Ademir Jr.

Para alguns candidatos que tiveram a bravura, ousadia ou loucura de entrar na disputa eleitoral deste ano, determinados resultados criam uma sensação parecida com aquelas cenas de desenho animado, em que personagens ficam algum tempo parados no ar, até descobrirem que estão caindo de verdade… Então, só depois da percepção da queda, é que se permitem cair. E a queda é brutal e rápida

Esse close de desenho animado se eternizou na minha cabeça de tanto assistir às aventuras do antipático Papa-Léguas e seu predador-vítima, o tal do  idiota metido a esperto, o Coiote, criação do produtor e cartunista Chuck Jones (falecido em 2002) que remonta ao ano de 1949. Quem tem mais de 40 anos, impossível não identificar o insuportável “bip-bip” do Papa-Léguas.

coiote-parado-no-arFaço o paralelo do desenho com a política, imaginando em Coiote a figura de um candidato, seja a vereador ou a prefeito, no meio do deserto repleto de rodovias tortuosas que, no caso, é o processo eleitoral.

Capturar o Papa-Léguas seria, então, a vitória nas urnas. Dessa forma, para se dar bem nas urnas, alguns recorrem aos inúmeros produtos registrados pela poderosa ACME, uma empresa que fabrica tudo de tudo, mas que nada funciona, nem mesmo assessoria de marketing e o velho aconselhamento de “presentear” eleitor com dinheiro no dia da votação, tática ainda considerada infalível.

No desenho, nunca assisti a nenhum episódio com final feliz para o Coiote; ele se dá mal em todas as estratégias e armadilhas. 

Fico imaginando que alguns candidatos que se lançam numa disputa eleitoral, ontem e hoje, estarão sempre fadados ao destino do Coiote, sujeito à força da lei da gravidade, naquela lógica de tudo o que sobe desce. Mas há casos de gente que nunca subiu, mas que em dado momento despencou.

Isso, em parte, porque, assim como para outras profissões ou cargos há de se passar por um bocado de treinamentos e estudo, para ser político não há essa exigência de preparo prévio.

Em casos fortuitos, a diferença é que a queda está sendo mostrada em “câmera lenta”. Por essa, nem Chuck Jones esperou pra ver!

Para quem nunca subiu, vem o consolo de que, ao cair, do chão não vai passar.

 ADEMIR RODRIGUES DE OLIVEIRA JUNIOR

 

 

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