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PALAVRA DO EDITOR: MÉDICO POR MAIS DE 30 ANOS, JOSÉ CARLOS SIMÕES, AGORA PREFEITO, VAI CUIDAR DE OUTRAS “DOENÇAS” EM MUCURI

PALAVRA DO EDITOR: MÉDICO POR MAIS DE 30 ANOS, JOSÉ CARLOS SIMÕES, AGORA PREFEITO, VAI CUIDAR DE OUTRAS “DOENÇAS” EM MUCURI
18 janeiro
11:06 2017

fghhhhhhhhhhhh-min

Por Ademir Jr.

Uma conhecida lição da sabedoria popular cabe direitinho na vida de qualquer pessoa. Ensina que, após os 50 ou 60 anos de idade, o que mais se deve evitar é procurar sarna pra se coçar. O cidadão José Carlos Simões, que emplaca 61 daqui a seis meses, em julho, e que em outubro passado foi eleito prefeito de Mucuri/BA para o mandato 2017-2020, parece não dar bola para esses ditos populares.

Capixaba de Vitória/ES, Carlos ainda curtia a efervescência dos 27 anos quando finalizou sua graduação em medicina e começou a trabalhar. De lá até aqui, são aproximadamente 34 anos de labuta, mais de 20 atuando em Mucuri. Em resumo, mais de três décadas atendendo pessoas, verificando sintomas, emitindo diagnósticos, prescrevendo remédios, indicando e, quase que diariamente, exercitando o extenso e delicado campo da cirurgia geral.

Como prefeito, saem estetoscópio e bisturi (pelo menos por algum tempo), mas permanece a caneta, só que para outras anotações. Dentro do jaleco, os casos mais comuns envolviam hipertensão, gripe, febre, pneumonia, hepatite, câncer e outras patologias; agora, de gravata ou não, as “doenças” serão outras: reivindicações, cobranças, queixas, lamentações, inconformismo, lamúrias, rebeldias, pedidos, em meio a assédios e propostas nem sempre legais.

Como médico, o tratamento e a cura de certos males dependiam de fatores como o acerto no diagnóstico, a eficácia de certos medicamentos, a disciplina e o uso correto dos remédios por parte do paciente e a gravidade do mal. A figura do médico não se exauria em si, não era a única via para o sucesso dos procedimentos; entretanto, como prefeito, a solução dessas novas “enfermidades”, na maioria das vezes, vai depender de decisões firmes e certeiras, de convicção, de vontade política. Nesse caso, o gestor precisa estar cercado de uma equipe preparada, de assessores competentes, cada qual no seu cada qual.

José Carlos Simões é apenas um no meio de 271 colegas médicos que resolveram entrar na vida pública e conseguiram vencer as eleições de outubro, equivalente a um pequeno percentual de 4,8% de um total de 5.570 prefeitos. Aos poucos, esses quase 300 médicos-prefeitos deixarão de consultar a lista da CID (Classificação Internacional de Doenças) e a disponibilidade de medicamentos para cada caso e passarão a deparar com “afecções” das quais não terão nem ideia do que possa vir a ser e da continuidade desses “padecimentos”.

Enfim, os desafios – uns até inclassificáveis – estão apenas começando. De início, é quase impossível evitar no mínimo uma dor de cabeça. Daí por diante, tudo vai depender das atitudes, da postura e da “canetada” do prefeito. As coisas podem ser certinhas, éticas, legais e responsáveis, evitando que o tal parasita da escabiose coce mais do que deveria, ou podem ainda descambar para a desgraceira irremediável e, por consequência, ao sepultamento do que pode ter se tornado incurável.

Chegando ao grau máximo dos desacertos, aí nem mesmo a misericórdia divina vai dar jeito.

A sorte está lançada! O comando é de Dr. Carlos, e de mais ninguém.

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